Amazonas, Amazonas (1966)
Primeiro ensaio em cores de Glauber Rocha, rodado entre Deus e o diabo na terra do sol e Terra em transe. Foi encomendado para ser um documentário clássico sobre as belezas e riquezas naturais da região amazônica, mas não deixa de ter características glauberianas, como o arrebatamento lírico das tomadas e as preocupações nacionalistas do diretor, reveladas na presença de pessoas no trabalho, sequências urbanas, de produtores e mercadorias.
História do Brasil (1973)
Montagem cronológica e contraditória de documentos fotografados, pintados, desenhados e filmados sobre o Brasil. As imagens foram recolhidas nos arquivos do ICAIC -Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos. O trabalho durou três anos, de outubro de 1971 a agosto de 1974. O texto foi escrito a partir de consultas à bibliografia brasileira especializada. Marcos Medeiros colaborou no trabalho de pesquisa e produção. O filme não contém entrevistas. Pode ser definido como um Cinejornal Histórico do Brasil… imagem e texto, o ruído e a música de fundo a fim de permitir ao espectador ouvir o texto sobre a imagem muda. No final há uma sequência em que a cultura é comentada pela música, do barroco mineiro ao tropicalismo. Foram montadas as músicas que pareceram ao diretor críticas ou revolucionárias. O filme termina com um diálogo-off entre brasileiros e uma metáfora esportivo-operística entre Pelé e Villa-Lobos. Um afresco de mais de quatrocentos anos de história, utilizando filmes nacionais de ficção e documentários, fotos e trechos de filmes de Glauber Rocha, numa interpretação dialética e original da vida brasileira, de 1500 até os dias atuais.
Di Cavalcanti Di Glauber (1977)
Glauber Rocha faz uma homenagem ao artista plástico Di Cavalcanti. Além de falar sobre o amigo morto, o cineasta fala de arte e política, por cima de uma colagem de imagens.
